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Este é um jargão bem comum de ouvirmos:

Nós não somos seus amigos, somos seus pais.

Eu não sou seu amigo, sou seu professor.

Eu não sou sua amiga, sou sua supervisora.

Enfim…. a minha opinião sobre isso é que antes de sermos bons pais, bons professores, chefes …. é preciso sermos amigos.

A amizade é uma escolha!

Os amigos escolhem ficar juntos, sentem afinidade e entender o valor da conexão desta relação. Certo?

Quando falamos para nossos filhos que não somos amigos deles, de certa forma, nos desconectamos e damos a idéia de uma relação baseada somente na obrigação e autoridade.

Eu simplesmente não acredito que nós temos obrigação de ter uma relação com alguém, seja este alguém quem for, porque ele é de sua família, ou porque ele é “sangue do seu sangue”…. eu acredito que as relações são construções diárias.

Portanto creio que para sermos bons pais, temos que fazer com que nossos filhos se conectem conosco, nos entendam, nos respeitem …. e isso é um processo!

Talvez os pais por medo, vergonha ou constrangimento, talvez por quererem obter automaticamente o mérito de serem amados incondicionalmente… não mostrem aos seus filhos que o amor entre eles é construido, assim como a amizade.

Se você se preocupa com esse pensamento que leu acima, assim como eu,  você tem que ser seu amigo do seu filho.

Você tem que gostar dos seus filhos e você tem que deixar claro para eles que você gosta e que sente prazer e alegria em estar com eles.

Porque pense: se você não é amigo do seu filho – por que ele elegeria você para se manter conectado na adolescência ou vida adulta? Por que eles valorizariam sua opinião já que cresceram aprendendo somente sobre controle e autoritarismo?

Minha sugestão é que tratemos nossos filhos como aquele grande amigo que respeitamos e que amamos de verdade, e naquelas horas em que é necessário colocar limite, educar … vamos agir firmemente, mas de forma respeitosa.

Todas as lições que desejamos que nossos filhos aprendam, é para que eles sejam cidadãos amáveis, sábios, respeitáveis, produtivos, responsáveis…  tudo isso é aprendido, e é melhor aprendido, quando o professor (ou pai, neste caso) cria uma forte conexão com a criança.

Embora seja bem difícil se sentir sempre disponível para os nossos filhos – estou propondo que a amizade seja a nossa base.    

Espero que invés de dizermos com orgulho: “Eu não sou seu amigo, eu sou seu pai!”,  possamos  dizer orgulhosamente, “Eu sou tanto seu pai, quanto seu amigo.”

Afinidade, etc e tal.