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O nascimento de um filho faz com que repensemos todas as nossas atitudes, encaremos de frente nossos maiores medos e descubramos o amor na forma mais pura que pode existir.

Um dos meus pensamentos tem a ver com a famosa frase:

Criar seus filhos para o mundo!

Penso que quando criamos filhos para o mundo, aquele esperança e expectativa de que os filhos estarão do nosso lado no futuro e quererão passar muitas horas ao nosso lado, pode não acontecer, necessariamente. É meio assustador pensar nisso … Mas essa visão mais romântica da maternidade, que os filhos ficarão grudados conosco na fase adulta é meio contraditória…

Queremos que eles sejam livres, independentes, “do mundo” …. e queremos que eles fiquem na “barra da nossa saia”?? Não dá ….

Pensando e refletindo sobre este assunto, eis que cheguei a uma conclusão: meus filhos me ajudaram a pensar no meu futuro!

Certamente eu não posso deixar para eles melhor presente do que eles saberem que eu estou me planejando para uma velhice saudável, física e financeiramente falando.

Os filhos  não deixam de ajudar suas mães (financeiramente) porque não gostam delas, mas porque eles terão suas próprias vidas, seus compromissos, seus filhos … e isso demandará investimento, além disso eles terão que construir a independencia e o futuro financeiro deles mesmos … para que possam, na velhice, serem independentes também!

Olha que legado incrível!

De acordo com uma pesquisa sobre o que os brasileiros acham mais importante na velhice, ser independente financeiramente e ter saúde física, são itens em último lugar da lista. Mara Luquet, colunista da Rádio CBN e Jornal Globo acredita que controlar as finanças é um ato de amor e aconselha:

O melhor investimento para o filho é a mãe cuidar de si própria. Ser inteiramente independente financeiramente.

Eu concordo plenamente com ela.

Já tenho conversado com meus filhos mais velhos, hoje com 12 e 8 anos falando sobre essa minha intenção!

No começo é meio estranho falar disso com crianças, mas acho importante já criar na cabeça deles a perspectiva de futuro que certamente terão, pode ser que no caminho as coisas se percam, mas hoje este é o caminho que quero.

Darei para eles toda base (estudos, esportes, alimentação, saúde, amparo emocional …) para que eles se desenvolvam e se tornem pessoas independentes e aptas a estarem no mercado de trabalho e no mundo contemporâneo, mas não quero que eles contem com heranças, pensões ou mesadas no futuro!

E assim, vou planejando meu futuro, minha aposentadoria e deixando para meus filhos a lição que somos responsáveis por nós mesmos e por aquilo que cultivamos em nossa vida.

Responsabilidade, etc e tal.