Eu tenho procurado trabalhar de forma construtiva e positiva a educação dos meus filhos e vejo que assim eu tenho conseguido evitar as birras e castigos praticando justiça e consequência.

Essa semana estava saindo do Cartório com o Alexandre de 1 ano e 11 meses e presenciai sua primeira Birra de verdade, ele ficou muito frustrado pois queria ficar andando com uma caneta nas mãos e achei perigoso e a tirei.

Ele simplesmente se deitou no chão e começou a bater os pés e chorar bem alto. Uauu!!! Um chilique!

Olhando para aquela situação lembrei que os pequenos estão aprendendo e é nosso dever ensiná-los a lidar com todas as situações, inclusive com as frustrantes (como essa de ficar sem a caneta).

Geralmente o que precede a birra é uma situação onde seu filho acha que pode fazer algo, que ele é capaz e esta seguro e ai você aparece e não deixa, como você acha que ele se sente?

A birra é uma forma da criança exteriorizar sua frustração já que ela não tem capacidade ou maturidade para expressá-la de outra forma, cabe aos adultos terem calma e agirem de forma positiva.

É fácil?

Para mim não é, porque geralmente as Birras acontecem em momentos bem inconvenientes e que fazem com que você e seu filho fiquem expostos a olhares e julgamentos, o que é muito chato. Porém precisamos agir, para poder construir uma criança educada e que saiba lidar com as perdas, frustrações, consequências e que entendam a justiça.

Então como agir construtivamente?

Este é um momento para ensinar sobre Consequências e Justiça, é uma oportunidade! Vamos olhar por este ângulo.

Leia aqui sobre Como usar a Parentalidade Construtiva a favor da Educação de seus filhos.

Se você decidir punir aquela ação que causou a Birra, seja firme não volte atrás.

No meu exemplo que eu tirei a caneta do Alexandre, se eu tivesse devolvido no momento de Birra ele teria aprendido que chorando, se jogando no chão ele consegue o que quer, certo? Mas não é isso que eu queria ensinar, então eu esperei que ele se acalmasse.

Para conseguir que o Alexandre se acalme eu peço para ele respirar, digo olhando nos olhinhos dele:

“ – Alexandre, respira filho, se acalme…. “ e tem funcionado.

Quando ele se acalma eu o abraço e digo que é normal ficar bravo, frustrado e triste, mas que aquele comportamento é feio e não é aceitável e que eu estou fazendo aquilo para protege-lo.

Logo tentei distraí-lo para mudarmos o fóco!

O que eu ensinei:

  • que ele não pode fazer o que quer sempre
  • que eu entendo que é frustrante não conseguir fazer o que queremos
  • que eu aceito seus sentimentos e estou ao lado dele para apoiá-lo
  • que se ele se ele se controlar será recompensado e acolhido

Com os mais velhos eu aplico esta mesma sequência, por exemplo essa semana fomos no parquinho da nossa quadra no final do dia, o Frederico estava se comportando muito mal, eu dei 3 avisos que se ele continuasse na próxima vez ele não iria com a gente. Ele escolheu continuar. No dia seguinte quando fomos para o parque, ele não foi.

Vi que ele ficou bem chateado e eu também (talvez até mais que ele), porém ele escolheu se comportar de forma inadequada e já sabia das consequências. Então nada mais justo ele não ter ido.

Acho importante que eles entendam que  podem decidir o tipo de comportamento que terão, porém eles tem que sofrer as consequências dos atos para aprenderem sobre ação e reação e para não crescerem em um universo irreal que não fará tudo por eles, como muitas vezes eu tenho vontade de fazer.

Crianças são como “esponjas”, absorvem tudo e repetem os comportamentos que foram aprendidos.

Vocês entendem a construção?

Para os bebês e crianças bem pequenas é necessário a vivencia até que eles aprendam o que é ou não aceitável em sua família, costumes e sociedade.

Depois disso aprendido eles podem escolher como se comportar e a partir disso é justo que colham os frutos de suas escolhas, sejam bons ou não.

Eu sei que é difícil colocar isso em prática, principalmente fazer a criança cumprir a consequência de um ato realizado há 2-3 dias atrás, especialmente se ele esta se comportanto bem, mas tenho certeza que é muito mais difícil para nós pais do que para eles.

Ainda que seja difícil, essa atitude de se manter firme em sua decisão é muito coerente, justa e ensina muito mais.

Quando somos justos é muito mais fácil eles nos respeitarem e aceitarem a autoridade.

Tenha 9 dicas para melhorar a relação com seu filho.

Muito amor, etc e tal.